O dia 26 de maio é dedicado ao Combate Nacional ao Glaucoma. A data tem o propósito de alertar e conscientizar mundialmente a população sobre essa doença que é considerada a maior causa de cegueira permanente no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Os números são superlativos: o problema abrange cerca de 65 milhões de pessoas no mundo, sendo responsável por 4,5 milhões de ocorrências de perda total de visão, segundo dados da Associação Mundial do Glaucoma.
O glaucoma é uma doença que provoca a perda progressiva da visão, levando a total cegueira, quando não tratada precocemente. Por isso, o aconselhável é que as pessoas façam exames oftalmológicos periódicos, com a finalidade de detectar sinais prematuros desta doença.
O Dia Nacional de Combate ao Glaucoma é uma data propícia às reflexões sobre esta doença, principalmente, em como ela afeta a qualidade de vida dos pacientes que são acometidos por este mal. Prevenir a cegueira ainda é um dos grandes desafios da oftalmologia, pois no Brasil ainda não existe a consciência da gravidade do glaucoma.
Entenda o glaucoma
O que é?
Doença ocular causada principalmente pela elevação da pressão intraocular que provoca lesões no nervo ótico e, como consequência, comprometimento visual. Existem diferentes formas de glaucoma, com diversas origens o mais comum é o simples ou glaucoma de ângulo aberto, que representa mais ou menos 80% dos casos. É causado por uma alteração anatômica na região do ângulo da câmara anterior, que impede a saída do humor aquoso e aumenta a pressão intraocular.
Pacientes de risco
Negros que têm maior propensão a desenvolver pressão alta, pessoas com mais de 40 anos e os portadores de diabetes. Hereditariedade também é determinante, pois cerca de 6% das pessoas com glaucoma já tiveram outro caso na família.
Sintomas
Glaucoma é uma doença assintomática no início. A perda visual só ocorre em fases mais avançadas e compromete primeiro a visão periférica. Depois, o campo visual vai estreitando progressivamente até transformar-se em visão tubular. Sem tratamento, o paciente fica cego.
Diagnóstico
É feito exclusivamente por um oftalmologista que irá medir a pressão intraocular com um tonômetro e as alterações no nervo ótico, perceptíveis no exame de fundo de olho. Outros fatores podem ajudar a confirmar o diagnóstico.
Danos
A pessoa pode ficar cega em horas ou dias em crises de glaucoma agudo. Nesses casos o olho pode ficar vermelho e a visão embaçada com a pressão intraocular muito elevada. Já o glaucoma crônico simples, pode levar anos para que se perca a visão, mas isso vai variar de acordo com a rapidez da evolução da pressão e do quão lesionado foi o nervo óptico.
Tratamento
O tratamento clínico inicial é feito com colírios que baixam a pressão intraocular. Existem drogas por via oral que são usadas em casos emergenciais. A terapia com laser é indicada quando o tratamento com colírio não é capaz de conter os níveis elevados de pressão. O procedimento cirúrgico também vem oferecendo resultados satisfatórios, inclusive com implantes de microdispositivos no olho.
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